Vocabulário vivo do laboratório clínico.
Termos essenciais do setor de análises clínicas brasileiro — explicados de forma direta, sem jargão de marketing, para gestores e equipes de laboratório.
Uptime
99.9%
Definições curtas, aplicação prática e relação com produtos
Cada termo do glossário foi escrito para servir tanto a gestores humanos quanto a mecanismos de busca e IAs, com definição objetiva, perguntas frequentes e links para contexto comercial e editorial.
ANS
RegulatórioANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) é a agência reguladora vinculada ao Ministério da Saúde que regula o mercado de planos de saúde no Brasil. Define regras de cobertura (rol de procedimentos), reajustes, ressarcimento ao SUS e a terminologia TUSS usada por todos os laboratórios que faturam para operadoras.
Ver definiçãoAnvisa
RegulatórioAgência Nacional de Vigilância Sanitária: autarquia federal responsável por regular e fiscalizar produtos e serviços que afetam a saúde no Brasil, incluindo laboratórios clínicos via RDCs.
Ver definiçãoAutoverificação
OperacionalMecanismo do LIS que libera automaticamente resultados que atendem a regras pré-definidas (delta check ok, controle dentro de faixa, ausência de flags do equipamento), reservando atenção humana para os casos que realmente precisam.
Ver definiçãoAEQ — Avaliação Externa da Qualidade
QualidadePrograma em que o laboratório recebe amostras-cegas de um provedor externo (ControlLab, PNCQ, CAP), processa e compara resultados com os pares. Exigida por PALC e ISO 15189.
Ver definiçãoASTM (E1394 / LIS01-A2)
TecnologiaPadrão de comunicação entre equipamentos analíticos e LIS amplamente usado em bioquímica, hematologia e imunoensaio. Base para boa parte do interfaceamento de bancada no laboratório clínico.
Ver definiçãoAPI REST
TecnologiaEstilo arquitetural de APIs baseado em HTTP. No contexto laboratorial, é o caminho mais comum para integrar LIS, ERP, faturamento, BI e ferramentas de gestão sem precisar trocar de sistema.
Ver definiçãoAmostra rejeitada
QualidadeAmostra inutilizada por critério pré-analítico (hemólise, volume insuficiente, identificação incorreta, tubo errado). Indicador-chave: taxa de rejeição por unidade e por causa.
Ver definiçãoANS RN 305 (TISS)
RegulatórioResolução Normativa da ANS que estabelece o padrão TISS para troca de informações entre operadoras e prestadores. Base regulatória do XML TISS no faturamento.
Ver definiçãoAutorização prévia
OperacionalAprovação da operadora antes do exame ser realizado. Exigida para exames de alto custo e fora do rol regular. Falha de autorização é causa frequente de glosa técnica.
Ver definiçãoASTM (E1394/E1381)
TecnologiaProtocolo clássico de comunicação entre equipamento analítico e LIS/middleware. Ainda comum em equipamentos legados.
Ver definiçãoANS RN 501
RegulatórioResolução Normativa da ANS que atualiza obrigações de operadoras quanto a transparência de redes e prazos.
Ver definiçãoASTM E1394
TecnologiaPadrão de comunicação entre analisadores clínicos e LIS, ainda comum em interfaces de equipamentos.
Ver definiçãoAuditoria interna laboratorial
QualidadeProcesso periódico de verificação do sistema de gestão da qualidade do laboratório, exigido por PALC e ISO 15189.
Ver definiçãoAnonimização de dados
TecnologiaProcesso de retirada de identificadores diretos do paciente, exigido pela LGPD para uso de dados em pesquisa e BI agregado.
Ver definiçãoAuditoria LGPD
TecnologiaVerificação periódica da conformidade do laboratório com a LGPD, incluindo trilhas de acesso ao laudo.
Ver definiçãoAntissepsia na coleta
OperacionalLimpeza da pele com álcool 70% ou clorexidina antes da punção, exigida por POP e PALC.
Ver definiçãoAmostra randômica
OperacionalColeta de urina ou outra amostra sem horário definido, em contraposição a coletas programadas (urina 24h).
Ver definiçãoAging de recebíveis
FinanceiroTabela que classifica títulos a receber por faixa de atraso (0–30, 31–60, 61–90, +90 dias).
Ver definiçãoAlvará sanitário
RegulatórioLicença emitida pela vigilância sanitária municipal/estadual, obrigatória para operação do laboratório.
Ver definiçãoAcreditação CAP
QualidadeCollege of American Pathologists — acreditação internacional reconhecida para laboratórios clínicos.
Ver definiçãoAEO em saúde
TecnologiaAnswer Engine Optimization — otimização de conteúdo para ser citado por ChatGPT, Perplexity, Gemini, Claude. Crítico para laboratórios em 2025+.
Ver definiçãoBI para Laboratório
TecnologiaBI para laboratório é o conjunto de ferramentas e dashboards que transformam dados operacionais (LIS, ERP, faturamento) em indicadores de gestão para um laboratório de análises clínicas. Cobre produção, glosas, produtividade, análise de convênios e KPIs de qualidade.
Ver definiçãoBiologia Molecular (Exames Moleculares)
OperacionalBiologia molecular em laboratório clínico é o conjunto de técnicas que detectam ácidos nucleicos (DNA e RNA) de patógenos ou marcadores humanos, com PCR (reação em cadeia da polimerase) e RT-PCR como métodos mais comuns. É a base diagnóstica de COVID-19, HPV, IST moleculares, painéis respiratórios e testes de oncologia molecular.
Ver definiçãoBiossegurança NB2/NB3
RegulatórioNíveis de contenção biológica para áreas que manipulam agentes patogênicos. NB2 cobre maioria das rotinas laboratoriais; NB3 é exigido para patógenos transmissíveis por aerossol (ex.: M. tuberculosis).
Ver definiçãoBase legal — tutela da saúde
RegulatórioHipótese da LGPD que autoriza tratamento de dados sensíveis para procedimentos por profissionais ou serviços de saúde.
Ver definiçãoBackup de dados laboratoriais
TecnologiaPolítica de cópia de segurança de exames, laudos e prontuários, com retenção mínima exigida por norma sanitária.
Ver definiçãoControle Interno de Qualidade (CIQ)
QualidadeControle Interno de Qualidade (CIQ) é o conjunto de procedimentos diários que verificam a precisão e exatidão dos resultados liberados pelo laboratório. Usa amostras de controle com valores conhecidos processadas em paralelo às amostras dos pacientes para detectar desvios analíticos antes da liberação.
Ver definiçãoCRM para Laboratório
TecnologiaCRM para laboratório é o sistema que gerencia o relacionamento comercial com médicos solicitantes, clínicas parceiras e laboratórios-cliente (no caso de laboratórios de apoio). Diferente de CRM genérico, o CRM laboratorial é integrado ao volume de exames faturado, permitindo medir ROI por médico.
Ver definiçãoColeta Domiciliar
OperacionalColeta domiciliar é o serviço em que o profissional do laboratório (técnico em enfermagem ou biomédico) vai até a residência do paciente para coletar material biológico — sangue, urina, swab — preservando a cadeia de custódia da amostra até o processamento no laboratório central.
Ver definiçãoCadeia de Custódia
QualidadeCadeia de custódia é o registro documental ininterrupto que comprova quem coletou, transportou, recebeu e processou cada amostra biológica, com data, hora e responsável em cada etapa. É exigência legal em exames toxicológicos, de paternidade e em qualquer exame com possível desdobramento jurídico.
Ver definiçãoCBHPM
FinanceiroClassificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos: tabela de referência criada pela AMB que precifica procedimentos médicos, incluindo exames laboratoriais. Serve como base para negociação com operadoras de saúde suplementar.
Ver definiçãoCFM
RegulatórioConselho Federal de Medicina: autarquia que normatiza o exercício da medicina no Brasil. Suas resoluções afetam laudos, telemedicina, prontuário eletrônico e responsabilidade técnica em laboratório clínico.
Ver definiçãoCIQ — Controle Interno de Qualidade
QualidadeConjunto de práticas diárias em que o laboratório processa amostras-controle de valor conhecido para monitorar a precisão analítica de cada equipamento. Base para detectar desvios antes que afetem o paciente.
Ver definiçãoCopiloto laboratorial
TecnologiaAssistente de IA generativa especializado no contexto de laboratório clínico (KPIs, glosa, qualidade, regulatório) que responde perguntas em linguagem natural, sugere ações e gera relatórios sobre os dados do próprio laboratório.
Ver definiçãoCadeia de frio
OperacionalManutenção controlada de temperatura entre coleta, transporte e análise — geralmente 2 °C a 8 °C para amostras sensíveis. Quebra de cadeia de frio invalida exames como gasometria, hormônios e cargas virais.
Ver definiçãoCitometria de fluxo
TecnologiaTécnica que mede características de células individuais em suspensão. Usada em imunofenotipagem, hematologia avançada e oncohematologia.
Ver definiçãoCKD-EPI
OperacionalEquação atual para estimativa de taxa de filtração glomerular (TFG) a partir da creatinina sérica. Substituiu a MDRD em diretrizes recentes.
Ver definiçãoCFM 1.821/2007
RegulatórioResolução do Conselho Federal de Medicina sobre prontuário eletrônico e digitalização de documentos médicos. Define requisitos técnicos de assinatura digital e guarda.
Ver definiçãoConciliação TISS
FinanceiroProcesso de bater repasse da operadora com lote enviado (XML TISS), identificando glosas e divergências. Automatizar economiza dias do financeiro a cada mês.
Ver definiçãoConta médica
FinanceiroConjunto de procedimentos faturáveis vinculados a um atendimento/guia. Em laboratório, organizar conta médica corretamente é pré-requisito para evitar glosa administrativa.
Ver definiçãoContraprova
QualidadeRepetição de exame em alíquota de amostra preservada. Usada como evidência em recurso de glosa, contestação de resultado e auditoria.
Ver definiçãoCopiloto de laboratório
TecnologiaAssistente de IA contextualizado ao laboratório, treinado em normas (PALC, ISO 15189, RDC 786), KPIs e fluxos próprios. Acelera decisões operacionais e respostas a auditoria.
Ver definiçãoCID-10
RegulatórioClassificação Estatística Internacional de Doenças, 10ª revisão. Usada em laudos, autorizações e estatísticas. CID-11 em transição global.
Ver definiçãoCIAP-2
RegulatórioClassificação Internacional de Atenção Primária, 2ª edição. Usada na atenção primária brasileira (SUS) para registrar motivos de consulta e problemas.
Ver definiçãoContas médicas (equipe)
FinanceiroEquipe responsável por preparar, conferir e contestar a cobrança de exames junto às operadoras. Foco em reduzir glosa e acelerar recebimento.
Ver definiçãoControle externo da qualidade (CEQ/PNCQ)
QualidadePrograma interlaboratorial obrigatório no Brasil em que laboratórios analisam amostras-cegas enviadas por provedores (PNCQ, ControlLab) para comparar desempenho. Exigido por PALC e ISO 15189.
Ver definiçãoCNES
RegulatórioCadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. Identificador obrigatório para todo laboratório clínico atuando no Brasil.
Ver definiçãoCBHPM 2024
FinanceiroClassificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos em sua edição 2024, usada como referência de valoração por sociedades médicas e operadoras.
Ver definiçãoCoparticipação
FinanceiroValor que o beneficiário do plano paga diretamente pelo procedimento, somado ao reembolso da operadora ao laboratório.
Ver definiçãoCusto fixo laboratorial
OperacionalCustos que não variam com o volume de exames (aluguel, salários, depreciação de analisadores).
Ver definiçãoCusto variável por exame
OperacionalCustos diretamente proporcionais ao volume (reagentes, ponteiras, tubos, lâminas).
Ver definiçãoCalibração de analisador
QualidadeProcedimento que estabelece relação entre o sinal do equipamento e a concentração real do analito, usando calibradores rastreáveis.
Ver definiçãoCurva de calibração
QualidadeRelação matemática entre concentração conhecida e sinal medido, usada para quantificar amostras desconhecidas.
Ver definiçãoConversão de agenda
OperacionalPercentual de slots ofertados que são efetivamente agendados.
Ver definiçãoCAC laboratorial
OperacionalCusto de Aquisição de Cliente em laboratório clínico — marketing + comercial dividido por pacientes novos.
Ver definiçãoCriptografia em repouso
TecnologiaProteção de dados armazenados (banco, backups) por meio de algoritmos criptográficos.
Ver definiçãoCriptografia em trânsito
TecnologiaProteção de dados durante transmissão pela rede (TLS 1.2+ no padrão Labix).
Ver definiçãoCertificação DICQ
QualidadeAcreditação da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) para laboratórios clínicos.
Ver definiçãoCitação por LLM
TecnologiaAparecer como fonte citada em respostas de ChatGPT/Perplexity/Gemini. Depende de schema, autoridade e densidade factual.
Ver definiçãoDelta check
OperacionalVerificação automática que compara o resultado atual de um paciente com o resultado anterior do mesmo exame. Variações acima de um delta esperado disparam alerta para revisão (suspeita de troca de amostra, erro analítico ou evento clínico).
Ver definiçãoDemonstrativo de pagamento
FinanceiroDocumento eletrônico enviado pela operadora detalhando o que foi pago e o que foi glosado em cada guia do lote. Base para conciliação financeira e abertura de recurso.
Ver definiçãoDescredenciamento de convênio
ComercialEncerramento da relação contratual entre laboratório e operadora. Quando feito por dado (margem negativa sustentada), preserva margem; quando emocional, costuma destruir volume.
Ver definiçãoData Warehouse laboratorial
TecnologiaBanco analítico modelado para laboratório clínico (exames, ordens, faturamento, qualidade). Base do BI vertical — evita modelagem do zero.
Ver definiçãoDRE laboratorial
OperacionalDemonstração do Resultado do Exercício adaptada ao laboratório, com custos divididos por setor (pré, analítico, pós, faturamento).
Ver definiçãoDPIA (RIPD)
TecnologiaRelatório de Impacto à Proteção de Dados Pessoais, exigido pela LGPD em tratamentos de risco (dados sensíveis de saúde).
Ver definiçãoDPO em laboratório
TecnologiaEncarregado pelo tratamento de dados pessoais, função obrigatória sob a LGPD em laboratórios.
Ver definiçãoDado pessoal sensível de saúde
RegulatórioCategoria especial de dado pessoal sob a LGPD, incluindo exames, diagnósticos e prontuários, com regime de proteção reforçado.
Ver definiçãoData Warehouse laboratorial
TecnologiaRepositório estruturado de dados históricos do laboratório, otimizado para BI e análise multidimensional.
Ver definiçãoExames de alto custo
OperacionalConjunto de exames com custo unitário elevado (biologia molecular, NGS, painéis hormonais, alergia molecular). Demandam controle especial de autorização, estoque e margem.
Ver definiçãoEspectrofotometria
TecnologiaTécnica analítica que mede absorção de luz por uma amostra em comprimentos de onda específicos. Base de muitos métodos bioquímicos automatizados.
Ver definiçãoELISA
TecnologiaEnzyme-Linked Immunosorbent Assay — método imunoensaio enzimático usado em sorologia e dosagens de proteínas. Manual ou automatizado, com leitura espectrofotométrica.
Ver definiçãoEletroforese
TecnologiaSeparação de proteínas ou ácidos nucleicos por migração em campo elétrico. Base de exames como eletroforese de proteínas séricas e de hemoglobinas.
Ver definiçãoEBITDA laboratorial
FinanceiroLucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização aplicado a laboratórios. Margem EBITDA varia de 10% a 25% em redes consolidadas (a apurar).
Ver definiçãoExame de alto custo
FinanceiroExame com insumo, equipamento ou royalty caros (genéticos, biologia molecular, marcadores tumorais). Exige análise específica de margem e contrato com convênio.
Ver definiçãoETL no laboratório
TecnologiaExtract, Transform, Load — processo que move dados do LIS/ERP para o DW analítico, padronizando códigos (TUSS, convênio, unidade).
Ver definiçãoEmbeddings
TecnologiaRepresentação vetorial de texto/dado usada para busca semântica em base de conhecimento. Base técnica do RAG.
Ver definiçãoEfeito matriz
QualidadeInfluência dos componentes não-analitos da amostra sobre a medição do analito.
Ver definiçãoETL laboratorial
TecnologiaExtract-Transform-Load aplicado a dados laboratoriais: extração do LIS/ERP, transformação para modelo BI e carga no Data Warehouse.
Ver definiçãoE-E-A-T
TecnologiaExperience, Expertise, Authoritativeness, Trustworthiness — critérios de qualidade que Google usa para classificar conteúdo médico (YMYL).
Ver definiçãoFase Pré-Analítica
QualidadeA fase pré-analítica é o conjunto de etapas que precedem a análise da amostra: solicitação do exame, preparo do paciente, identificação, coleta, manipulação, transporte e armazenamento. Estima-se que 60% a 70% dos erros laboratoriais ocorrem nessa fase — mais que nas fases analítica e pós-analítica somadas.
Ver definiçãoFase analítica
OperacionalEtapa do processo laboratorial em que a amostra é processada nos equipamentos analíticos e o resultado bruto é gerado. Inclui calibração, controle interno de qualidade e validação técnica.
Ver definiçãoFase pós-analítica
OperacionalEtapa do processo laboratorial após a geração do resultado: validação técnica, liberação do laudo, envio ao solicitante e atendimento a interconsulta. Representa parte relevante dos erros de comunicação em laboratório.
Ver definiçãoFórmula de Friedewald
OperacionalCálculo de LDL-c a partir de colesterol total, HDL e triglicerídeos. Inválida quando triglicerídeos > 400 mg/dL — nesses casos usa-se medida direta ou fórmula de Martin.
Ver definiçãoGlosa
FinanceiroGlosa é a recusa parcial ou total de pagamento de um exame por uma operadora de saúde, geralmente por inconsistência cadastral, falta de autorização, código incorreto ou divergência clínica. Glosas reduzem diretamente a receita do laboratório e exigem processo estruturado de recurso.
Ver definiçãoGuia SP/SADT
FinanceiroGuia de Serviço Profissional / Serviço Auxiliar Diagnóstico e Terapêutico: documento TISS usado pelos laboratórios para cobrar exames realizados a operadoras de saúde.
Ver definiçãoGlosa técnica
FinanceiroRecusa de pagamento por motivos clínicos ou normativos: exame fora do rol, autorização vencida, frequência acima do permitido, justificativa clínica ausente. Diferente da glosa administrativa, exige defesa baseada em prontuário e protocolo clínico.
Ver definiçãoGlosa administrativa
FinanceiroRecusa de pagamento por motivos cadastrais ou de digitação: código TUSS errado, dados do beneficiário inválidos, número de guia divergente. Costuma ser revertida com correção simples no recurso.
Ver definiçãoGasometria arterial
OperacionalAnálise rápida de pH, pO2, pCO2 e eletrólitos em amostra arterial. Crítica em UTI/PS — amostra com janela de estabilidade muito curta (~15 min em temperatura ambiente).
Ver definiçãoGuia SADT
FinanceiroGuia TISS de Serviços Auxiliares de Diagnose e Terapia, usada para registrar exames laboratoriais e de imagem.
Ver definiçãoHemólise
OperacionalRuptura de hemácias na amostra que libera hemoglobina no soro/plasma, interferindo em diversos exames (potássio, LDH, AST). Principal causa de re-coleta evitável.
Ver definiçãoHL7 v2
TecnologiaPadrão internacional de mensageria em saúde (Health Level Seven), versão 2.x, amplamente usado para integração entre LIS, equipamentos analíticos e prontuário eletrônico. Mensagens estruturadas em segmentos (MSH, PID, OBR, OBX).
Ver definiçãoHL7 FHIR
TecnologiaFast Healthcare Interoperability Resources: padrão moderno do HL7 baseado em REST/JSON, adotado como base da interoperabilidade nacional (RNDS) e em prontuários hospitalares novos.
Ver definiçãoHemoglobina glicada (HbA1c)
OperacionalFração de hemoglobina ligada à glicose, reflete glicemia média dos últimos 2–3 meses. Padrão para acompanhamento de diabetes (DCCT/IFCC).
Ver definiçãoHL7 v2.x
TecnologiaPadrão clássico de mensageria em saúde (texto pipe-separated). Ainda predominante em integração LIS ↔ HIS e equipamentos no Brasil.
Ver definiçãoHemocultura
OperacionalExame para detecção de microrganismos no sangue, com protocolo rigoroso de antissepsia.
Ver definiçãoISO 15189
QualidadeISO 15189 é a norma internacional de qualidade e competência específica para laboratórios clínicos. Define requisitos de gestão e técnicos que vão da fase pré-analítica à pós-analítica. No Brasil, a acreditação é concedida pela Cgcre/Inmetro e diferencia o laboratório no mercado.
Ver definiçãoInterfaceamento de Equipamentos
TecnologiaInterfaceamento é a conexão automatizada entre equipamentos analíticos (analisadores) e o LIS do laboratório, eliminando a digitação manual de resultados. Pode ser unidirecional (só envio do resultado) ou bidirecional (LIS envia a ordem ao equipamento e recebe o resultado de volta).
Ver definiçãoInteligência Artificial em Laboratório
TecnologiaInteligência Artificial em laboratório é o uso de algoritmos de aprendizado de máquina para apoiar decisões clínicas, operacionais e de gestão — desde validação automática de resultados até previsão de demanda, detecção de fraude em pedidos e otimização de roteiro de coleta domiciliar.
Ver definiçãoInteroperabilidade em Saúde
TecnologiaInteroperabilidade em saúde é a capacidade de sistemas distintos — LIS, prontuário eletrônico, plataformas de telemedicina, operadoras de planos — trocarem dados clínicos com significado preservado, usando padrões abertos como HL7 v2, HL7 FHIR, DICOM e CBHPM/TUSS. É o que viabiliza pedidos eletrônicos, laudos remotos e BI consolidado entre instituições.
Ver definiçãoISO 17025
QualidadeNorma internacional que estabelece requisitos gerais para competência de laboratórios de ensaio e calibração. No Brasil, é aplicada a laboratórios de calibração, controle de qualidade industrial e parte dos laboratórios de pesquisa — em análises clínicas, a referência principal é a ISO 15189.
Ver definiçãoIntervalo de referência
OperacionalFaixa de valores considerados normais para um exame em uma população definida (idade, sexo, etnia). É a referência usada para sinalizar resultados alterados no laudo.
Ver definiçãoImplantação de sistema laboratorial
TecnologiaConjunto de atividades para colocar um sistema (LIS, BI, gestão) em produção: levantamento, integração, parametrização, migração de dados, treinamento e go-live. Em projetos Labix, dura tipicamente 30 a 60 dias.
Ver definiçãoISO 27001
TecnologiaNorma internacional de Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI). Em laboratório, sustenta a governança de dados de saúde, controle de acessos e resposta a incidentes — aplicável a infra própria e ao fornecedor cloud.
Ver definiçãoIcterícia (amostra)
QualidadeColoração amarelada do soro por bilirrubina elevada. Pode interferir em métodos colorimétricos. Detectada por índice sérico automatizado em conjunto com hemólise e lipemia.
Ver definiçãoIdentificação positiva do paciente
QualidadeProcesso de confirmar a identidade do paciente em todas as etapas (cadastro, coleta, análise, laudo) usando ao menos dois identificadores. Reduz risco de troca de amostra — evento sentinela em segurança do paciente.
Ver definiçãoImunofixação
TecnologiaVariação da eletroforese com identificação imunológica de componentes monoclonais. Padrão em diagnóstico de mieloma e gamopatias.
Ver definiçãoIN 19 (Anvisa)
RegulatórioInstrução Normativa 19/2017 da Anvisa que regulamenta procedimentos relacionados à RDC 786/2023 sobre laboratórios clínicos.
Ver definiçãoInadimplência por operadora
FinanceiroPercentual da receita não recebida ou recebida em atraso por operadora. Indicador para renegociar contrato.
Ver definiçãoIncerteza de medição
QualidadeParâmetro associado ao resultado de uma medição que caracteriza a dispersão dos valores atribuíveis ao mensurando. Exigido por ISO 15189.
Ver definiçãoInterferente analítico
OperacionalSubstância presente na amostra que altera o resultado da medição (ex.: hemólise, lipemia, icterícia, medicamentos).
Ver definiçãoIncidente de segurança LGPD
RegulatórioEvento que comprometa confidencialidade, integridade ou disponibilidade de dados pessoais; obrigação de comunicar à ANPD.
Ver definiçãoIHE Laboratory
TecnologiaPerfis IHE (Integrating the Healthcare Enterprise) que padronizam fluxo laboratorial entre sistemas.
Ver definiçãoJejum pré-coleta
OperacionalPeríodo sem ingestão de alimentos antes da coleta de sangue. Para glicemia e perfil lipídico, normas brasileiras recomendam 8–12 horas; jejum prolongado (>14h) pode alterar resultados. A não-conformidade ao jejum é causa frequente de retrabalho pré-analítico.
Ver definiçãoJejum laboratorial
OperacionalTempo de privação alimentar exigido antes de determinados exames (8–12h para perfil lipídico, por exemplo).
Ver definiçãoKPIs de Laboratório
OperacionalKPIs de laboratório são indicadores-chave que medem desempenho operacional, financeiro e de qualidade em um laboratório de análises clínicas. Os principais incluem TAT (turnaround time), percentual de glosas, produtividade por colaborador, ticket médio e margem por convênio.
Ver definiçãoKPI laboratorial
FinanceiroIndicador-chave de desempenho aplicado ao laboratório clínico — TAT, taxa de glosa, ticket médio, mix de exames, churn de médico, custo por exame. Base do BI laboratorial.
Ver definiçãoKPI de glosa
OperacionalPercentual de receita glosada sobre receita faturada. Meta típica: <3% mensal.
Ver definiçãoKPI de TAT
OperacionalTempo médio entre coleta e liberação do laudo, por setor e exame. Meta varia por exame.
Ver definiçãoKPI de margem por exame
OperacionalMargem de contribuição (preço − custo direto) por exame e por convênio. Indicador estratégico.
Ver definiçãoKPI de inadimplência
OperacionalPercentual de títulos vencidos sobre carteira total. Visão por convênio e prazo.
Ver definiçãoKPI NPS laboratorial
OperacionalNet Promoter Score aplicado a pacientes pós-laudo. Indicador de experiência.
Ver definiçãoLIS / LIMS
TecnologiaLIS (Laboratory Information System) é o software que gerencia a operação de um laboratório de análises clínicas, controlando cadastro de pacientes, ordens de exame, resultados, equipamentos e laudos. LIMS é o termo equivalente, mais usado em laboratórios de pesquisa e indústria.
Ver definiçãoLipemia
OperacionalAspecto leitoso do soro/plasma causado por excesso de lipídios, que interfere em métodos colorimétricos. Frequente em pacientes não jejum.
Ver definiçãoLaboratório de apoio
ComercialLaboratório que recebe amostras de outros laboratórios (clientes B2B) para realizar exames de média/alta complexidade que o solicitante não executa. Exige gestão de SLA por contrato e visitação a labs-cliente.
Ver definiçãoLGPD em laboratório
RegulatórioLei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) aplicada ao laboratório clínico: dado de saúde é dado sensível, exige base legal específica, registro de tratamento, política de retenção e respostas a titulares dentro de prazos definidos.
Ver definiçãoLaudo estruturado
TecnologiaLaudo emitido em formato com campos padronizados (texto + dados), facilitando integração com prontuário eletrônico, análise por IA e auditoria.
Ver definiçãoLGPD em saúde
RegulatórioAplicação da Lei Geral de Proteção de Dados a serviços de saúde. Dados de saúde são sensíveis (art. 5º, II) — exigem base legal específica, registro de tratamento, DPO e medidas técnicas.
Ver definiçãoLean no laboratório
OperacionalAplicação de princípios Lean Six Sigma à operação laboratorial: redução de retrabalho, fluxo contínuo, gestão visual e melhoria contínua (PDCA/DMAIC).
Ver definiçãoLLM em saúde
TecnologiaModelo de linguagem grande aplicado a tarefas clínicas (geração de laudo, classificação de motivo de glosa, suporte ao atendimento). Exige guardrails clínicos e LGPD.
Ver definiçãoLOINC
TecnologiaLogical Observation Identifiers Names and Codes — vocabulário internacional para identificar observações laboratoriais e clínicas. Crítico para interoperabilidade FHIR/HL7.
Ver definiçãoLinearidade analítica
QualidadeCapacidade de um método produzir resultados diretamente proporcionais à concentração do analito dentro do intervalo declarado.
Ver definiçãoLimite de detecção (LoD)
QualidadeMenor concentração de um analito que pode ser detectada com confiança estatística, mas não necessariamente quantificada.
Ver definiçãoLimite de quantificação (LoQ)
QualidadeMenor concentração de um analito que pode ser quantificada com exatidão e precisão aceitáveis.
Ver definiçãoLTV do paciente
OperacionalLifetime Value: receita média gerada por paciente ao longo do relacionamento com o laboratório.
Ver definiçãoMédico Solicitante
ComercialMédico solicitante é o profissional que prescreve exames laboratoriais para um paciente. Para o laboratório, é o cliente B2B mais importante: cada médico ativo gera fluxo recorrente de pedidos. Acompanhar quantidade, frequência e tipo de exames por médico é base da gestão comercial laboratorial.
Ver definiçãoMiddleware laboratorial
TecnologiaCamada de software entre os equipamentos analíticos e o LIS que centraliza comunicação, regras de autoverificação, controle de qualidade e roteirização de amostras.
Ver definiçãoMix de exames
FinanceiroComposição dos exames realizados no período por categoria (rotina, alta complexidade, biologia molecular). Determina margem média e exposição a glosa.
Ver definiçãoMigração de histórico de exames
TecnologiaProcesso de transferir resultados, cadastros e laudos antigos de um sistema legado para um novo. Principal fator de risco e de tempo em troca de LIS — em projetos Labix, é evitada por padrão.
Ver definiçãoMix de exames
FinanceiroComposição percentual dos exames realizados (rotina, alto custo, especiais). Determina margem média do laboratório — exames de alto custo costumam ter maior margem absoluta, mas exigem mais investimento.
Ver definiçãoMiddleware laboratorial
TecnologiaCamada entre equipamentos analíticos e LIS que aplica regras de validação, autoverificação e roteamento. Ex.: Data Innovations Instrument Manager.
Ver definiçãoMiddleware laboratorial
TecnologiaCamada de software entre analisadores e LIS responsável por roteamento de amostras, regras de autoverificação e gestão de lote.
Ver definiçãoNR-32
RegulatórioNorma Regulamentadora do Ministério do Trabalho sobre segurança e saúde nos serviços de saúde. Inclui exigências sobre EPI, biossegurança, vacinação e PPRA aplicáveis a equipes laboratoriais.
Ver definiçãoNBR ISO 9001
QualidadeNorma de sistema de gestão da qualidade aplicável a qualquer setor. Em laboratórios, complementa PALC/ISO 15189.
Ver definiçãoNo-show de coleta
OperacionalPercentual de pacientes agendados que não comparecem. Indicador de eficiência da agenda.
Ver definiçãoNota de crédito TISS
FinanceiroDocumento eletrônico que ajusta valor de cobrança após análise da operadora.
Ver definiçãoOrdem da coleta
OperacionalSequência padronizada de tubos durante a coleta sanguínea (CLSI H03/H21) para evitar contaminação cruzada entre aditivos. A inversão da ordem é causa comum de erros pré-analíticos como falsa hipercalemia.
Ver definiçãoOEE no laboratório
OperacionalOverall Equipment Effectiveness aplicado a equipamentos analíticos — disponibilidade × performance × qualidade. Indicador de produtividade da bancada.
Ver definiçãoOrdem de tubos
OperacionalSequência padronizada de preenchimento de tubos na coleta de sangue para evitar contaminação cruzada de aditivos.
Ver definiçãoOcupação de posto de coleta
OperacionalPercentual de horas-pico utilizadas em relação à capacidade total instalada de coleta.
Ver definiçãoOAuth 2.0 em integrações de saúde
TecnologiaProtocolo de autorização recomendado para APIs em saúde, incluindo padrão SMART-on-FHIR.
Ver definiçãoPALC
QualidadePALC (Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos) é o programa de acreditação da SBPC/ML, voltado especificamente para laboratórios clínicos brasileiros. É a acreditação mais difundida no país e funciona como selo de qualidade reconhecido por operadoras e médicos solicitantes.
Ver definiçãoProdutividade Laboratorial
OperacionalProdutividade laboratorial é a relação entre o volume de exames produzidos e os recursos consumidos (pessoas, tempo, equipamentos). Indicadores típicos incluem exames por colaborador, exames por hora-equipamento e tempo médio por etapa do processo analítico.
Ver definiçãoPrevisão de demanda
TecnologiaModelagem estatística ou de machine learning que projeta volume futuro de exames por unidade, exame e período. Insumo para dimensionar coleta, reagentes, escala de bancada e logística de transporte de amostra.
Ver definiçãoPCR em tempo real (qPCR)
TecnologiaReação em cadeia da polimerase com detecção em tempo real da amplificação do DNA/RNA. Padrão para diagnóstico molecular (cargas virais, microbiologia molecular, oncologia).
Ver definiçãoPGRSS
RegulatórioPlano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Documento exigido pela RDC 222/2018 — descreve segregação, acondicionamento, transporte e destino dos resíduos do laboratório.
Ver definiçãoPonto de equilíbrio
FinanceiroVolume mínimo de exames/receita para cobrir custos fixos e variáveis. Crítico para abertura de nova unidade ou novo exame de alto custo.
Ver definiçãoPacote de check-up
ComercialCombo de exames de rotina vendido com desconto, geralmente em datas-chave (homem, mulher, infantil). Forma comum de elevar ticket médio.
Ver definiçãoPosto de coleta
OperacionalUnidade do laboratório dedicada apenas à coleta e envio de amostras a um laboratório-âncora. Sujeito à RDC 786 e fiscalização da Vigilância Sanitária local.
Ver definiçãoPOP (Procedimento Operacional Padrão)
QualidadeDocumento controlado que descreve passo-a-passo um procedimento laboratorial. Exigido por PALC, ISO 15189 e RDC 786.
Ver definiçãoProdutividade por coletor
OperacionalNúmero médio de coletas realizadas por coletor em um período. Indicador operacional de eficiência.
Ver definiçãoProdutividade por técnico
OperacionalNúmero de exames liberados por técnico em um turno. Indicador operacional do setor técnico.
Ver definiçãoPonto de equilíbrio (break-even)
OperacionalVolume mensal de exames a partir do qual a receita cobre custos fixos + variáveis.
Ver definiçãoPunção venosa
OperacionalTécnica de coleta de sangue por punção da veia, base do pré-analítico laboratorial.
Ver definiçãoPrazo médio de recebimento (PMR)
FinanceiroDias médios entre faturamento e recebimento efetivo por operadora. Indicador-chave de saúde financeira.
Ver definiçãoProvisão de glosa
FinanceiroReserva contábil estimada com base no histórico de glosa por operadora.
Ver definiçãoRastreabilidade de Amostra
OperacionalRastreabilidade de amostra é a capacidade de reconstituir todo o caminho percorrido por uma amostra biológica desde a coleta até a liberação do laudo, identificando quem fez cada etapa, em qual equipamento, com quais reagentes e em que momento. É exigência regulatória e de acreditação.
Ver definiçãoRol de Procedimentos da ANS
RegulatórioRol de Procedimentos da ANS é a lista oficial de exames, consultas e procedimentos que as operadoras de planos de saúde são obrigadas a cobrir. É revisto periodicamente, e cada atualização pode incluir novos exames laboratoriais que passam a ter cobertura obrigatória, expandindo a demanda potencial.
Ver definiçãoRPA em Laboratório
TecnologiaRPA (Robotic Process Automation) em laboratório é o uso de robôs de software para executar tarefas repetitivas como digitação de pedidos, conferência de laudos, importação de tabelas e integração entre sistemas que não conversam nativamente. Reduz custo operacional e libera equipe para tarefas de maior valor.
Ver definiçãoRota de Coleta
OperacionalRota de coleta é o planejamento logístico que define a sequência de pontos de coleta — domicílios, unidades satélites, postos de saúde, laboratórios-clientes — a ser percorrida pelo coletador ou motorista, respeitando janelas de estabilidade da amostra, horário de entrega ao laboratório central e restrições de trânsito.
Ver definiçãoReceita e Pedido Eletrônico de Exame
RegulatórioReceita ou pedido eletrônico de exame é o documento prescritivo emitido digitalmente por médico, com assinatura por certificado ICP-Brasil ou validação por plataforma autorizada (CFM/CRM digital). Tem validade legal equivalente ao papel desde a Lei 13.989/2020 e Resolução CFM 2.299/2021, e é o formato esperado em qualquer fluxo de telemedicina.
Ver definiçãoRDC 786/2023
RegulatórioResolução da Diretoria Colegiada da Anvisa que estabelece o regulamento técnico para funcionamento de laboratórios clínicos e postos de coleta no Brasil. Substitui a RDC 302/2005, atualizando exigências de qualidade, biossegurança, rastreabilidade e gestão de riscos.
Ver definiçãoRDC 302/2005
RegulatórioResolução histórica da Anvisa que regulamentou o funcionamento de laboratórios clínicos no Brasil entre 2005 e 2023. Foi substituída pela RDC 786/2023, mas seus conceitos de qualidade e biossegurança continuam aplicáveis.
Ver definiçãoRecurso de glosa
FinanceiroProcesso formal de contestação da glosa enviado à operadora, com prazo definido por contrato. Eficiência do recurso depende de organizar motivo, evidência e protocolo em um workflow com SLA interno.
Ver definiçãoRol de Procedimentos ANS
RegulatórioLista mínima de procedimentos que as operadoras de planos de saúde são obrigadas a cobrir, definida pela ANS e atualizada periodicamente. Exames fora do rol são glosados por padrão.
Ver definiçãoRepasse médico
FinanceiroParcela do faturamento de exames repassada ao médico responsável (patologista clínico, citopatologista) conforme contrato. Em laboratórios maiores, é a maior linha de despesa variável depois de insumos.
Ver definiçãoRNDS
TecnologiaRede Nacional de Dados em Saúde: plataforma do Ministério da Saúde para troca de informações clínicas entre estabelecimentos no Brasil, baseada em FHIR. Recebe resultados de exames de notificação obrigatória.
Ver definiçãoRAG clínico
TecnologiaRetrieval-Augmented Generation aplicada à saúde: arquitetura em que um LLM responde com base em um corpus controlado (POPs, RDCs, manuais de exame, base do próprio laboratório), reduzindo alucinação e mantendo rastreabilidade da fonte.
Ver definiçãoRede de laboratórios
ComercialGrupo de laboratórios com matriz e unidades, operando sob marca única, com necessidade de padronização de processos, BI consolidado multi-unidade e gestão de visitação coordenada.
Ver definiçãoRDC 222/2018
RegulatórioResolução Anvisa sobre boas práticas de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (RSS). Aplica-se a laboratórios clínicos no descarte de perfurocortantes, biológicos e químicos.
Ver definiçãoRentabilidade por convênio
FinanceiroMargem real apurada por convênio após custo direto, glosa e administrativo. Métrica essencial antes de qualquer renegociação de tabela.
Ver definiçãoRanking de médicos solicitantes
ComercialLista ordenada de médicos por receita gerada ao laboratório. Pareto típico: 20% dos médicos respondem por 70–80% da receita comercial.
Ver definiçãoRegras de Westgard
QualidadeConjunto de regras estatísticas (1-2s, 1-3s, 2-2s, R-4s, 4-1s, 10x) aplicadas ao controle interno da qualidade analítica para detectar erros aleatórios e sistemáticos.
Ver definiçãoRegra 1-3s
QualidadeRegra de Westgard que sinaliza erro quando um único valor de controle ultrapassa ±3 desvios-padrão da média. Indica erro aleatório grosseiro.
Ver definiçãoRegra 2-2s
QualidadeRegra de Westgard que sinaliza erro sistemático quando dois controles consecutivos ultrapassam o mesmo limite de ±2 DP.
Ver definiçãoRegra R-4s
QualidadeRegra de Westgard que sinaliza erro aleatório quando a diferença entre dois controles consecutivos excede 4 DP.
Ver definiçãoRDC 44/2009
RegulatórioResolução da Anvisa sobre boas práticas farmacêuticas, com reflexos em laboratórios que dispensam medicamentos ou kits.
Ver definiçãoRecurso de glosa
FinanceiroProcesso formal de contestação da glosa aplicada pela operadora, com prazo definido em contrato e padrão TISS.
Ver definiçãoRetrabalho laboratorial
OperacionalRepetição de exames por erro pré-analítico, técnico ou de digitação. Indicador-chave de qualidade e custo evitável.
Ver definiçãoRCA (Análise de Causa Raiz)
QualidadeMétodo de investigação de não-conformidades usado em laboratórios acreditados.
Ver definiçãoRastreabilidade metrológica
QualidadePropriedade de um resultado de medição ser relacionado a referências, por meio de cadeia documentada de calibrações.
Ver definiçãoRegra de liberação
OperacionalConjunto de critérios automáticos (CV, controles, delta-check) para liberar laudo sem revisão humana.
Ver definiçãoRecorrência de paciente
OperacionalPercentual de pacientes que retornam ao laboratório dentro de 12 meses.
Ver definiçãoRelatório XTEE
FinanceiroRelatório de cobrança no padrão TISS usado por algumas operadoras.
Ver definiçãoRDC 50/2002
RegulatórioResolução da Anvisa sobre projeto físico de estabelecimentos de saúde, aplicável a laboratórios.
Ver definiçãoResponsável Técnico (RT) do laboratório
RegulatórioProfissional habilitado (farmacêutico, biomédico, médico patologista) responsável legal pela operação do laboratório.
Ver definiçãoRabbitMQ em integrações
TecnologiaBroker de mensageria usado para integrações assíncronas entre LIS, ERP e Labix Bridge.
Ver definiçãoSequenciamento de Nova Geração (NGS)
OperacionalNGS (Next-Generation Sequencing) é a tecnologia de sequenciamento massivo paralelo de DNA e RNA que permite analisar de painéis dirigidos (alguns genes) ao genoma completo em uma única corrida. No laboratório clínico, é base de oncologia de precisão, painéis hereditários, NIPT (pré-natal não invasivo) e farmacogenômica.
Ver definiçãoSNOMED CT
TecnologiaOntologia clínica internacional para descrição padronizada de condições, procedimentos e achados. Adotada pelo Ministério da Saúde brasileiro.
Ver definiçãoSangria branca
OperacionalProcedimento de coleta sem hemólise visível, considerado padrão de qualidade no pré-analítico.
Ver definiçãoShare de pedidos
OperacionalParticipação do laboratório no total de pedidos de um médico solicitante ou clínica.
Ver definiçãoSMART on FHIR
TecnologiaFramework para construção de apps clínicos com OAuth 2.0 + FHIR, padrão emergente em interoperabilidade.
Ver definiçãoSchema MedicalTest
TecnologiaTipo do schema.org para descrever exames laboratoriais a buscadores e LLMs.
Ver definiçãoSchema QAPage
TecnologiaTipo do schema.org para páginas de pergunta e resposta — formato preferido por LLMs em respostas conversacionais.
Ver definiçãoSchema Speakable
TecnologiaMarcação que indica trechos de texto ideais para resposta por voz (Google Assistant) e LLMs.
Ver definiçãoSchema DefinedTerm
TecnologiaMarcação para entradas de glossário; aumenta chance do verbete ser citado como definição canônica.
Ver definiçãoTUSS
RegulatórioTUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) é a tabela padrão da ANS que define códigos únicos para cada exame, procedimento e material usado na saúde suplementar brasileira. Todo laboratório que atende convênios precisa cadastrar seus exames com o código TUSS correspondente.
Ver definiçãoTAT (Turnaround Time)
OperacionalTAT (Turnaround Time) é o tempo total entre o recebimento da amostra no laboratório e a liberação do laudo ao médico solicitante. É um dos principais indicadores de qualidade percebida e satisfação do cliente em laboratórios de análises clínicas.
Ver definiçãoTabela de Convênios
FinanceiroTabela de convênios é o conjunto de preços que o laboratório pratica para cada exame em cada operadora de saúde com a qual tem contrato. Cada operadora pode ter sua própria tabela, com valores, regras de pacote, descontos e periodicidade de reajuste diferentes.
Ver definiçãoTelemedicina
RegulatórioTelemedicina é o exercício da medicina mediado por tecnologias digitais para atendimento remoto, segunda opinião, monitoramento, emissão de pedidos de exame e laudo a distância. No Brasil, é regulamentada pela Lei 14.510/2022 e pela Resolução CFM 2.314/2022, permitindo prescrição e solicitação eletrônica de exames laboratoriais.
Ver definiçãoTabela AMB
FinanceiroTabela de honorários médicos historicamente publicada pela Associação Médica Brasileira. Foi precursora da CBHPM e ainda é citada em contratos antigos com operadoras.
Ver definiçãoTISS
FinanceiroTroca de Informação em Saúde Suplementar: padrão obrigatório da ANS para comunicação eletrônica entre prestadores e operadoras de planos de saúde. Define formato de guia, lote e demonstrativo.
Ver definiçãoTISS 4.x
FinanceiroVersão atual do padrão TISS (séries 4.00 e seguintes), com mudanças em estrutura de guias, formas de envio, terminologias e regras de validação. Obriga atualização periódica dos sistemas de faturamento do laboratório.
Ver definiçãoTicket médio por requisição
FinanceiroValor faturado médio por pedido médico (requisição). KPI gerencial que combina mix de exames, perfil de convênio e ticket por paciente.
Ver definiçãoTAT por unidade
OperacionalTempo médio entre coleta e liberação do laudo, segmentado por unidade de coleta. Permite identificar gargalos logísticos (transporte de amostra) e analíticos (bancada sobrecarregada).
Ver definiçãoTransporte de amostra
OperacionalEtapa entre coleta e bancada analítica. Tempo, temperatura e agitação afetam estabilidade. Em redes multi-unidade, é gargalo frequente do TAT — exige roteirização e controle de temperatura por trecho.
Ver definiçãoTicket médio
FinanceiroReceita média por atendimento ou paciente. Em laboratório, varia muito por convênio e mix de exames — métrica essencial para análise comercial e renegociação.
Ver definiçãoTMR (Tempo Médio de Resposta)
OperacionalTempo médio entre solicitação e laudo. Sinônimo prático de TAT em alguns LIS brasileiros. Reportado por exame, unidade e turno.
Ver definiçãoTISS 4.01
FinanceiroVersão 4.01 do Padrão TISS, vigente para troca de informações entre operadoras e prestadores na saúde suplementar.
Ver definiçãoTempo de garroteamento
OperacionalTempo em que o torniquete permanece aplicado durante a coleta. Acima de 60s pode alterar resultados (hemoconcentração).
Ver definiçãoTemperatura de transporte
OperacionalFaixa de temperatura controlada (2–8 °C, ambiente ou -20 °C) para transporte de amostras conforme exame solicitado.
Ver definiçãoTAT pré-analítico
OperacionalTurnaround time da fase pré-analítica (do pedido à entrada da amostra no laboratório).
Ver definiçãoTAT pós-analítico
OperacionalTurnaround time da fase pós-analítica (da liberação técnica à entrega do laudo).
Ver definiçãoTaxa de recoleta
OperacionalPercentual de exames que precisam ser recoletados em relação ao total de coletas. Indicador PALC/ISO.
Ver definiçãoTicket médio por exame
OperacionalReceita média gerada por exame faturado. Indicador financeiro estratégico.
Ver definiçãoTempo médio de espera
OperacionalTempo médio entre check-in do paciente e início da coleta. Indicador de experiência.
Ver definiçãoVisitação Médica em Laboratório
ComercialVisitação médica em laboratório é o processo comercial em que propagandistas visitam médicos solicitantes de exames para apresentar o portfólio do laboratório, novos exames e diferenciais de atendimento. É um dos principais canais de geração de demanda em laboratórios clínicos no Brasil.
Ver definiçãoValor crítico
OperacionalResultado de exame fora de faixa que indica risco imediato à vida e exige notificação ativa ao médico solicitante, dentro de um tempo definido pelo laboratório (geralmente minutos a poucas horas).
Ver definiçãoValor de referência
OperacionalFaixa esperada de um analito em população saudável. Pode variar por sexo, idade, etnia e método — deve ser informado no laudo e revisado pelo laboratório.
Ver definiçãoÍndice ictérico
OperacionalMedida espectrofotométrica do grau de icterícia da amostra (bilirrubina). Altos valores podem interferir em métodos colorimétricos e exigem aviso no laudo.
Ver definiçãoÍndice lipêmico
OperacionalMedida espectrofotométrica de turbidez da amostra causada por lipídios. Lipemia pode interferir em diversos exames bioquímicos.
Ver definiçãoÍndice de fidelidade médico
OperacionalPercentual de pedidos repetidos por um mesmo médico solicitante dentro de um período.
Ver definição