Em poucas linhas, o que este artigo responde
Margem real por exame = (preço pago − custo variável) ÷ preço pago, apurada por operadora.
Operadoras com margem negativa precisam renegociação, não corte cego de exame.
Por que o mesmo exame paga preços diferentes
Cada contrato com operadora prevê tabela própria — fruto de negociação histórica, porte da operadora, volume contratado e poder de barganha. O mesmo TUSS pode ter variação de 3x ou mais entre operadoras de mesma região. O gestor que olha apenas faturamento bruto não percebe que parte significativa do volume pode estar consumindo recurso sem gerar margem.
Como calcular margem real por exame e operadora
Margem real = (Preço pago − Custo variável direto) ÷ Preço pago
Custo variável direto inclui: reagente, descartável, custo de coleta proporcional, frete de apoio (quando aplicável). Custo fixo (equipamento, RT, aluguel) entra em margem de contribuição agregada, não no cálculo unitário.
Para o cálculo funcionar, é preciso uma matriz preço × custo por exame, atualizada conforme variação de reagente e reajuste contratual.
Exemplo concreto
| Operadora | Preço pago | Custo | Margem |
|---|---|---|---|
| A (grande nacional) | R$ 12,00 | R$ 9,80 | 18% |
| B (regional) | R$ 22,00 | R$ 9,80 | 55% |
| C (popular) | R$ 8,50 | R$ 9,80 | −15% |
Mesmo TUSS, três operadoras. A operadora C consome recurso e gera prejuízo unitário — decisão recai sobre renegociar ou compor pacote que dilua o custo. Sem o cálculo, ninguém percebe.
Curva ABC de operadoras
Cruze faturamento × margem por operadora. O quadrante alto faturamento + alta margem é onde o laboratório protege e investe em relacionamento. Alto faturamento + baixa margem é prioridade absoluta de renegociação. Baixo faturamento + alta margem cresce com ação comercial. Baixo faturamento + baixa margem reavalia continuidade.
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