Em poucas linhas, o que este artigo responde
Reajuste anual costuma ser ancorado em IPCA/IGP-M — mas variação de custo de reagente raramente segue índice.
A negociação melhora quando o laboratório leva 4 dados: variação de custo, mix por operadora, glosa atual e nível de serviço.
Por que IPCA puro não defende
Reagente e descartável têm cesta de custos com forte componente de câmbio e logística internacional. Energia laboratorial pesa mais do que na economia agregada. Folha técnica reajusta por dissídio próprio. Em anos típicos, custo real do laboratório sobe mais do que IPCA — usar o índice agregado como teto significa perda gradual de margem.
Os 4 dados para chegar na mesa
| Dado | Como usar |
|---|---|
| Variação real do custo | Demonstrar inflação setorial vs índice geral |
| Mix de exames com a operadora | Mostrar concentração em exames de baixa margem |
| Índice de glosa | Quantificar perda além da tabela |
| SLA / nível de serviço | Justificar manutenção de qualidade |
Cenários de proposta
- Linear: reajuste uniforme em toda a tabela.
- Seletivo: reajuste maior nos exames de baixa margem (que carregam a operadora) e menor nos de alta margem.
- Volume comprometido: reajuste menor em troca de SLA de volume mínimo, exclusividade em exames específicos ou prazo de contrato estendido.
Operadora costuma recusar a primeira e aceitar a terceira — porque preserva orçamento dela.
Calendário ideal de renegociação
- D−120: levantar custo, mix, glosa e SLA dos últimos 12 meses.
- D−90: formalizar pedido por escrito com dados.
- D−60: mesa técnica.
- D−30: contraproposta e fechamento.
- D0: assinatura do aditivo e atualização da tabela no LIS.
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