Em poucas linhas, o que este artigo responde
Operadoras têm perfil clínico próprio — mix de exames varia significativamente entre planos.
Operadora que pede mais hemograma e glicose tem margem unitária menor que outra que pede hormônios.
Por que o mix muda tudo
Operadora popular tende a concentrar exames de check-up e rotina — alto volume, margem unitária baixa. Operadora premium tem cesta diversificada com hormônios, marcadores e moleculares — volume menor por exame, margem maior. A mesma tabela contratual produz margens agregadas radicalmente diferentes conforme o perfil clínico do paciente coberto.
Como medir margem agregada
Margem agregada da operadora = Σ (margem unitária × volume) ÷ faturamento total da operadora
Esse cálculo precisa rodar mensalmente, por operadora. Em planilha funciona até ~10 operadoras e ~50 exames; acima disso vira manutenção exaustiva. Operações maduras automatizam no LIS ou em ferramenta de precificação dedicada.
Exemplo de mix x margem
| Operadora | Mix predominante | Margem média unitária | Margem agregada |
|---|---|---|---|
| X (popular) | Rotina alta frequência | 10% | 10% |
| Y (intermediária) | Rotina + hormônios | 22% | 22% |
| Z (premium) | Hormônios + moleculares | 35% | 35% |
Decisão prática: operadora Z merece tratamento de relacionamento (NPS, SLA premium); operadora X precisa renegociação ou composição de pacote.
Uso em negociação
Levar à mesa da operadora o gráfico de mix dela vs mix médio do mercado é argumento forte. "Sua cesta pede 40% mais exames de baixa margem do que a média — não dá para reajustar linear, precisamos reajustar onde o mix carrega". A operadora costuma aceitar, porque o argumento é factual.
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