Em poucas linhas, o que este artigo responde
TUSS = Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (códigos de procedimentos), mantida pela ANS.
TISS = padrão de troca de informações em saúde suplementar (XML, guias), também ANS.
Definições sem juridiquês
| Sigla | O que é | Quem mantém | Para que serve no lab |
|---|---|---|---|
| TUSS | Terminologia de códigos | ANS | Identificar cada exame na guia |
| TISS | Padrão de troca (XML, layout) | ANS | Enviar faturamento à operadora |
| CBHPM | Lista hierarquizada com porte e CH | AMB | Referência de honorário/precificação |
Como convivem na rotina
O laboratório atende o paciente e identifica os exames pelos códigos TUSS. Em seguida monta a guia SP/SADT no padrão TISS (XML versão 4.x) e envia à operadora. A operadora, ao processar, compara cada item com sua tabela de preços — que pode ser tabela própria, CBHPM x CH x porte, ou tabela negociada.
Glosa nasce no descompasso: código TUSS errado, versão TISS incompatível ou preço fora da tabela contratada.
Tabela ANS vs contrato da operadora
A ANS publica a TUSS oficial (lista mestra de códigos), mas não publica preços. Quem precifica é a operadora — geralmente por contrato individual com cada prestador. Por isso, o mesmo código TUSS paga valores muito diferentes em operadoras diferentes.
Resultado prático: o gestor de faturamento precisa manter uma tabela por operadora, atualizada após cada reajuste contratual. Sem isso, a margem real por exame fica invisível.
Armadilhas comuns
- Usar CBHPM para faturar sem contrato — operadora glosa.
- Confundir versão TUSS (atualizada anualmente) com versão TISS (atualizada periodicamente).
- Aplicar tabela ANS de referência onde o contrato prevê preço diferente.
- Esquecer códigos descontinuados (a TUSS deprecia códigos sem aviso na operação).
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