Em poucas linhas, o que este artigo responde
Sem dono por KPI, ninguém é cobrado pelo número.
Sem dicionário de dados, cada área inventa a própria definição.
Dono por KPI
Cada KPI precisa ter um nome ao lado. Não "área financeira" — uma pessoa. Quem é cobrado pelo número, defende a meta, propõe ação quando sai do esperado e responde por revisão.
KPI órfão é KPI morto: ninguém olha, ninguém age, ninguém atualiza definição quando a operação muda.
Dicionário de dados
Documento vivo que define, para cada conceito:
- Nome canônico (ex: "exame faturado").
- Fórmula exata.
- Fonte primária.
- Tratamento de exceções (recoleta, exame cancelado, etc.).
- Dono.
Sem dicionário, financeiro fala "faturamento bruto" e comercial fala "faturamento" — discutem por horas sem perceber que estão medindo coisas diferentes.
Qualidade de dados
- Completude: % de campos obrigatórios preenchidos.
- Consistência: mesmo exame com TUSS diferente em sistemas diferentes? Alerta.
- Atualidade: dado do dia D disponível em D+1.
- Rastreabilidade: de qualquer número no painel, é possível ir ao registro fonte.
Cadência de revisão
| Ritual | Frequência | Output |
|---|---|---|
| Reunião com painel aberto | Semanal | Ações com prazo e responsável |
| Revisão de dicionário | Trimestral | KPIs novos/aposentados |
| Auditoria de qualidade | Mensal | Ações de correção |
LGPD e dado de paciente
Dado de paciente é dado sensível — exige base legal, anonimização para análise agregada e controle de acesso por papel. Painel executivo nunca deveria mostrar paciente identificado; painel operacional só para quem precisa para a função. Auditoria de acesso é parte da governança, não detalhe técnico.
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