Em poucas linhas, o que este artigo responde
TAT verdadeiro é coleta → liberação, não recebimento → liberação.
Média mascara cauda — meça também P90 e P99.
Como medir TAT corretamente
TAT (turnaround time) = tempo entre coleta e liberação do laudo. Medir só "recebimento na bancada → liberação" omite o tempo de transporte e dá número artificialmente bom.
Padrão correto:
- TAT total: coleta → liberação ao médico.
- TAT laboratorial: recebimento na bancada → liberação.
- TAT logístico: coleta → recebimento.
Os três precisam ser medidos separadamente para diagnosticar onde está o gargalo.
Média não basta
| Métrica | O que mostra |
|---|---|
| TAT médio | Comportamento típico |
| P90 | 90% dos exames sai abaixo desse tempo |
| P99 | Cauda — onde mora a reclamação |
| % dentro do prazo | SLA pactuado com cliente |
Laboratório com TAT médio de 4h e P99 de 36h tem reclamação mesmo com média boa.
Como reduzir TAT na prática
- Identificar gargalo: laboratorial, logístico ou liberação?
- Mapear fluxo do exame com maior contribuição em volume.
- Atacar tempo de espera entre etapas (não só tempo de execução).
- Revisar regras de liberação automática.
- Acompanhar TAT em tempo real com alerta para desvio.
TAT × expectativa do cliente
TAT bom em métrica não é TAT bom em percepção. Cliente compara com:
- SLA prometido pelo laboratório.
- Concorrência local.
- Experiência anterior.
TAT médio de 4h num exame que o concorrente entrega em 2h é insatisfatório, mesmo que dentro do SLA interno.
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