Descobrir qual convênio está dando prejuízo de verdade
Passo-a-passo para sair do faturamento bruto e medir margem líquida real por convênio — usando o LIS que você já tem como fonte.
Uptime
99.9%
- Faturamento bruto por convênio engana: o que parece sua maior receita pode estar consumindo margem das outras operadoras.
- Convênio deficitário só aparece quando se cruza receita líquida (após glosa) − custo dos exames executados — não no relatório padrão do LIS.
- Sem esse cruzamento, decisões de descredenciamento são tomadas por intuição (ou por brigas pontuais), não por dado.
- Implementar essa visão de margem em painel atualizado semanal muda o tipo de conversa: deixa de ser sobre volume e passa a ser sobre lucratividade.
A dor por trás do caso
Em laboratório clínico, faturamento por convênio é o número que todo mundo conhece — receita bruta empilhada por operadora. O que quase nenhum gestor enxerga é a margem real, descontando glosa que veio depois e o custo do que foi efetivamente executado.
A consequência é clássica: o laboratório descredencia o convênio errado (o que dá menos receita bruta mas tem margem positiva) e mantém o que dá mais receita bruta e mais prejuízo. Aceita ampliar volume com operadora deficitária porque o número grande dá conforto operacional, e drena caixa em silêncio.
A boa notícia: o dado existe. Volume e mix por convênio estão no LIS; glosa, no faturamento; custo, no ERP. Falta o cruzamento — e ele cabe num BI bem montado, sem trocar nenhum dos sistemas.
Sintomas que você reconhece
- O comparativo por convênio que você tem hoje é só faturamento bruto.
- Glosa por convênio é discutida em reunião separada, sem cruzar com receita.
- Custo dos exames é tratado como média geral do laboratório, sem segmentar por convênio.
- Decisão de descredenciamento é discutida por meses sem fechar — porque ninguém tem o número.
- Quando o financeiro mostra resultado consolidado, é tarde para reagir.
Como resolver — passo a passo
- 1
Estruture o dado de volume por convênio direto do LIS
Extraia, por mês, volume de exames realizados por convênio e por código TUSS. Sem essa granularidade, qualquer agregado depois fica preso a média — e média esconde o convênio que sangra.
- 2
Adicione glosa real do período sobre cada convênio
Cruze receita bruta com retorno TISS dos últimos 12 meses. A receita líquida real por convênio é o que importa — não o que foi faturado, mas o que foi pago.
- 3
Carregue o custo unitário por exame (mesmo aproximado)
Custo direto + rateio simples de indireto. Não precisa ser custo gerencial perfeito — precisa ser consistente entre convênios para a comparação ser válida.
- 4
Calcule margem líquida por convênio (receita líquida − custo executado)
Esse número, mês a mês, é o painel que muda decisão. Convênios viram quadrantes: alto volume / alta margem, alto volume / baixa margem, baixo volume / alta margem, baixo volume / negativa.
- 5
Acompanhe semanalmente e cruze com glosa por motivo
Convênio deficitário hoje pode estar deficitário por glosa recorrente em 3 códigos. Antes de descredenciar, valide se o problema é tabela contratada ou execução. Decisões mais inteligentes saem desse detalhe.
- 6
Use o painel para a próxima rodada de renegociação
Convênio deficitário comprovado é argumento direto na renegociação. Operadora respeita dado — e prefere ajustar tabela a perder o credenciamento do laboratório.
Tempo total típico: 30 dias.
O que muda quando a dor é endereçada
Perguntas frequentes
Faturamento bruto por convênio não basta para tomar decisão?
Não. Faturamento bruto ignora glosa (que pode comer 5-12% só ali) e ignora custo dos exames executados (que varia muito entre convênios pelo mix). É comum que o convênio com maior receita bruta seja o segundo ou terceiro em margem líquida — e às vezes seja deficitário. Sem o cruzamento, a decisão é cega.
Preciso de um BI caro ou planilha resolve?
Planilha resolve o primeiro diagnóstico, em rodada manual mensal. Vira problema quando o gestor precisa olhar semanalmente, cruzar com motivos de glosa e segmentar por exame — aí o trabalho manual deixa de caber. BI dedicado vira ganho prático no segundo ou terceiro ciclo, não no primeiro.
Posso integrar BI ao meu LIS atual sem trocar de sistema?
Sim. O Labix Insights lê do LIS e ERP que você já usa, via integração padrão. Não é troca de sistema clínico — é uma camada analítica em cima do que existe. A maior parte dos laboratórios sobe esse painel em 30 dias, em paralelo à operação normal (a apurar).
Labix Insights
O módulo Labix que operacionaliza este caso de uso integrando ao LIS, ERP e faturamento que você já usa.
Ver Labix Insights